Mercado Magistral Encerra 2017 com R$ 5,75 bilhões em Faturamento

Mercado Magistral Encerra 2017 com R$ 5,75 bilhões em Faturamento

Apesar da oscilação demonstrada no período analisado neste estudo, a receita apresentada pelas farmácias de manipulação se mantém relevante. Em 2017, estas empresas somaram um faturamento de R$ 5,75 bilhões. O faturamento da farmácia de manipulação é composto pela venda de diversas categorias: medicamentos, suplementos e cosméticos manipulados, além de medicamentos e produtos de saúde industrializados.

Dessa forma, o PIB estimado do setor é de R$ 3,16 bilhões (no contexto deste estudo, o PIB se refere ao valor adicionado: ou seja, a riqueza que um setor gera para a economia do país, já descontados os valores transferidos a terceiros – como fornecedores, mercadorias, serviços – e ao governo). Isso corresponde a 0,05% dos R$ 6,56 trilhões do PIB nacional, o que significa que R$ 1 a cada R$ 2.140 da riqueza produzida no país é proveniente das farmácias magistrais. Em relação ao PIB da Saúde, calculado em R$ 320,1 bilhões em 2017, o segmento representa 0,99%.

Ao longo dos últimos quatro anos, o setor mostrou sua resiliência. Como primeiro impacto da instabilidade na economia no país, houve queda de 4,8% no faturamento em 2015, com rápida recuperação de 4,1% em 2016. Ao encerrar 2017 em R$ 5,75 bilhões, o segmento esteve próximo do melhor resultado do período, mas ainda com uma diferença de 1,7% em relação a 2014.

“A variação é baixa e indica que o setor magistral passou muito bem pela instabilidade econômica, especialmente se compararmos com outras atividades da economia brasileira, que enfrentaram anos críticos”, afirma o sócio-diretor do IBPT, Cristiano Yasbek. Para ele, o segmento se mostra aquecido para, em breve, recuperar o desempenho obtido antes da crise, quando chegou a faturar R$ 5,85 bilhões (em valores corrigidos pelo IPCA).

Com maior representatividade entre as regiões, o Sudeste é responsável por 62,3% do faturamento do segmento, seguido pelo Sul, com 19,6%. O Nordeste também afirmou seu potencial de crescimento e ocupa a terceira posição entre as regiões, com 8,7%. Já o Centro-Oeste e o Norte correspondem a 6,8% e 2,6% do valor faturado, respectivamente.

Matéria retirada do panorama Setorial 2018 Anfarmag

 

 

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