Nutrição comportamental: novas abordagens no tratamento e conduta da obesidade

Nutrição comportamental: novas abordagens no tratamento e conduta da obesidade

Ano novo começa e com ele as pessoas ficam revigoradas e empolgadas para cumprir várias metas. Uma que se destaca em várias fases da vida é o emagrecimento.

Com isso várias dietas milagrosas surgem e as pessoas se perdem com tantas blogueiras, programas de televisão, revistas e sites dando dicas de emagrecimento.

Mas será que não existe outra estratégia para ter uma relação melhor com a comida?

Sim. Uma vertente não tão nova assim tem tomado espaço a cada dia: a nutrição comportamental. E ela enfim parece trazer equilíbrio a todo esse caos e devolver às pessoas o prazer de comer.

Ela propõe um resgate da relação do paciente com a comida através de métodos que consideram os aspectos emocionais, fisiológicos e sociais da alimentação. E propõe a mudança no comportamento alimentar através de estratégias de aconselhamento nutricional, técnicas do comer intuitivo, terapia cognitiva comportamental, entrevista motivacional e técnicas para comer com atenção plena.

Autoconhecimento

O objetivo principal é o autoconhecimento proporcionado ao paciente, o qual proporcionará um apoderamento da sua qualidade de vida e a forma com que se relaciona com os alimentos.

Quando o paciente consegue ter essa amplitude, tratá-lo fica mais fácil, inclusive com a fitoterapia. Diversas vezes o paciente apresenta vários sinais de desequilíbrios fisiológicos como má digestão, intoxicação hepática, ansiedade, perda de concentração, falta de memória, cansaço, exaustão. Mas quando ele está focado apenas no emagrecimento, todos esses sinais e sintomas são ignorados, tendo a perda de peso como única preocupação.

Uso da Fitoterapia

Porém, quando o viés passa para sua qualidade de vida – suas prioridades mudam e neste momento nós profissionais da área da saúde podemos fazer uso dessa ciência milenar – que é a fitoterapia.

Através dela podemos auxiliar o paciente em todo esse processo, prescrevendo de infusões fitoterápicas a extratos secos – e podendo auxilia-los desde uma má digestão a episódios agudos de ansiedade e compulsão.

A fitoterapia tem ganho mercado de uma forma muito ampla nos dias de hoje, pois além de ser uma ciência milenar ela tem tido grandes avanços hoje com toda a tecnologia que temos acesso aos dias de hoje.

E por conta disso, a Florien está cada dia mais empenhada em levar esse conhecimento para todos os profissionais da área de saúde, principalmente nós nutricionistas, em eventos, palestras e na Florien University. Saiba mais em http://florien.com.br/plataforma/

Pacientes

Em meu consultório, sou adepta a usar várias técnicas da nutrição comportamental associadas ao uso de fitoterápicos e só tenho visto vantagens em todo esse processo. Consigo a melhora da digestão de meu paciente muitas vezes apenas com infusões fitoterápicas através de associações como Guaçatonga – Casearia sylvestris, Espinheira santa – Maytenus ilicifolia e Melissa officinallis a grandes avanços através de ansiolíticos fitoterápicos como Ansiless.

Produto este de livre prescrição para nós nutricionistas e que possui em sua composição diversos flavonóides reconhecidos pela sua ação antioxidante, anti-inflamatória e ansiolítica, que através destes compostos demonstraram atuar sinergicamente, ligando-se aos receptores serotoninérgicos 5-HT7 no cérebro e inibindo competitivamente a ligação do [3H]-LSD. Tal interação se mostra valiosa, suavizando os sintomas da depressão, enxaqueca, dor, insônia e deterioração da memória (GAFNER et al., 2003).

Porém é de extrema importância salientar que a fitoterapia é uma ciência, e por tal razão o seu conhecimento deve ser aplicado baseado em conhecimento científico e alegações clinicas e não de forma empírica, por esta razão indico a capacitação para a aplicação e uso destas técnicas no atendimento clínico.

 

Lethycia Araújo Rodrigues

Nutricionista Clínica

Pós-graduada em Fitoterapia Funcional

Extensão em Nutrição Funcional e Comportamental

 

 

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