Pacientes com perfil clínico semelhante podem responder de forma muito diferente ao mesmo tratamento. Entenda os fatores que explicam essa variabilidade, com ou sem o uso de análogos de GIP e GLP-1, e o papel do ambiente metabólico na resposta ao emagrecimento.
O que é variabilidade de resposta ao emagrecimento?
É a diferença individual na perda de peso observada entre pacientes submetidos ao mesmo tratamento, seja dietético, seja farmacológico, com análogos de GIP e GLP-1. Fatores genéticos, tempo de evolução da obesidade e grau de inflamação crônica, incluindo o acúmulo de células senescentes no tecido adiposo, estão entre os elementos que ajudam a explicar por que pacientes com perfil clínico semelhante alcançam resultados muito diferentes.
A resposta ao emagrecimento varia, mesmo entre pacientes com perfil semelhante
Mesmo com a mesma dose, o mesmo protocolo e adesão adequada, pacientes tratados com análogos de GIP e GLP-1 apresentam respostas muito diferentes entre si. No estudo STEP 1, com semaglutida 2,4 mg, 86,4% dos participantes atingiram ao menos 5% de perda de peso corporal em 68 semanas, o que significa que cerca de 13,6% não alcançaram essa marca (Wilding et al., 2021). No estudo SURMOUNT-1, com tirzepatida, a taxa de não resposta variou conforme a dose: 14,9% na dose de 5 mg, 11,1% na dose de 10 mg e 9,1% na dose de 15 mg (Jastreboff et al., 2022).
Em dados de uso real, os números são ainda mais expressivos. Um estudo retrospectivo com semaglutida oral 14 mg mostrou que, após um ano de tratamento, 48% dos pacientes que completaram o protocolo não atingiram 5% de perda de peso corporal (Krajnc et al., 2025). Essa variabilidade não é exclusiva de quem utiliza análogos de GIP e GLP-1: pacientes em tratamento apenas com reeducação alimentar também apresentam diferenças relevantes na velocidade e na magnitude da perda de peso, mesmo com adesão semelhante ao plano nutricional.
O que explica essa diferença de resposta entre os pacientes?
Fatores genéticos, tempo de evolução da obesidade, idade e grau de inflamação crônica estão entre os elementos associados a essa variabilidade. Um fator ainda pouco discutido na prática clínica é o acúmulo de células senescentes no tecido adiposo, que compromete a sensibilidade aos próprios sinais hormonais que sustentam o emagrecimento.
O acúmulo de células senescentes contribui para o bloqueio metabólico
Células senescentes são células envelhecidas e disfuncionais que deixam de se dividir, mas não sofrem apoptose como deveriam. Em vez disso, permanecem no tecido, secretando continuamente o SASP (Senescence-Associated Secretory Phenotype), fenótipo secretório pró-inflamatório que compromete a sensibilidade à insulina e a sinalização do GLP-1 (Palmer et al., 2015; Murakami et al., 2022). O acúmulo dessas células não é igual entre os pacientes: tende a ser maior com o avanço da idade e em contextos de obesidade e inflamação crônica de baixo grau (Tavenier et al., 2024).
Fatores associados ao maior acúmulo de células senescentes no tecido adiposo
Quanto maior esse acúmulo, maior tende a ser a resistência aos sinais hormonais que sustentam o emagrecimento. Esse mecanismo ajuda a explicar por que alguns pacientes respondem menos ao tratamento, seja ele farmacológico, seja baseado apenas em estratégias nutricionais.
Como Senomat® atua para favorecer a resposta ao tratamento?
Senomat® é obtido de Rhus succedanea, fonte de fisetina, flavonol com reconhecida atividade senolítica. A fisetina inibe a proteína BCL-XL, que protege as células senescentes da eliminação imunológica; ao inativá-la, promove a apoptose dirigida dessas células e reduz o SASP (Zhu et al., 2017; Yousefzadeh et al., 2018). Com a queda da inflamação no tecido adiposo, a sensibilidade à insulina e a sinalização do GLP-1 tendem a se restabelecer, criando condições metabólicas mais favoráveis à resposta ao tratamento em curso, seja por dieta isolada, seja por uso de análogos de GLP-1/GIP (Palmer et al., 2015; Murakami et al., 2022). A tecnologia FENUMAT™ encapsula a fisetina em nanomicelas de fibras solúveis de feno-grego, elevando sua biodisponibilidade em 27 vezes frente à fisetina convencional (Krishnakumar et al., 2022).
| Cenário clínico | Papel de Senomat® |
| Paciente inicia análogo de GIP e GLP-1. | Prepara o ambiente metabólico antes do início do tratamento. |
| Paciente já em uso, com resposta abaixo do esperado. | Auxilia a reduzir a resistência associada à inflamação crônica do tecido adiposo. |
| Paciente sem uso de análogos, apenas dieta. | Contribui para reduzir o bloqueio metabólico ligado à senescência celular. |
Perguntas frequentes sobre a variabilidade de resposta e Senomat®
Por que pacientes com a mesma dose de caneta emagrecedora perdem peso de forma diferente?
Porque a resposta ao tratamento depende de múltiplos fatores individuais, entre eles o grau de inflamação crônica e o acúmulo de células senescentes no tecido adiposo, que interferem na sensibilidade aos sinais hormonais do emagrecimento.
Senomat® substitui o uso de análogos de GIP e GLP-1?
Não. Senomat® não é um emagrecedor. Ele atua favorecendo o ambiente metabólico para que o organismo responda melhor ao tratamento em curso, farmacológico ou não.
Em que momento do protocolo Senomat® pode ser indicado?
Pode ser indicado antes, durante ou após o uso de análogos de GIP e GLP-1, conforme avaliação do prescritor, e também em pacientes que utilizam apenas estratégias nutricionais.
A idade é o único fator que determina o acúmulo de células senescentes?
Não. A obesidade também favorece esse acúmulo de forma independente da idade, o que explica por que pacientes mais jovens também podem apresentar bloqueio metabólico relacionado à senescência celular.
Saiba mais
Para entender como a inflamação silenciosa mantida pelas células senescentes se relaciona ao efeito platô e à resistência ao GLP-1 e à insulina, confira este post no nosso perfil no Instagram.
Referências científicas
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